quarta-feira, 2 de março de 2011

Morte do marinheiro (estudo número 1)

Bate na proa do meu barco
uma onda de mágua salgada
as estrelas são carpideiras
e a lua chora sangria

Meu coração já é sal
escuta um canto nas veias
a sereia veste uma anágua
com algas da maré-cheia

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