quarta-feira, 2 de maio de 2012

Estudo sobre São Paulo III

Gorja a palomita
meio branca, meio mate.
manca na muleta
pelada na veneta
e com os olhinhos escarlate

Pede, route dog.
és um anjo que late.
não bebeu leite de teta
és cria de proxeneta
e tens cheiro de enfarte

Essa é a corja que pinta
a luz dos nossos estandartes
entre o pó de fuligem preta,
nesse ar de tragédia grega,
que te batiza de cidade.

2 comentários:

  1. Rimas agudas, imagens abundantes... é o poeta que eu deixei em São Paulo, mas ainda melhor. O ritmo está bem mais constante, o que deixa o poema fluido, com a força predominante da redondilha. Só duas coisas: espero algum poema de Barão Geraldo, e já te disse pra parar e dar nome de "estudo" aos seus versos, já virou cacuete, reparou? 9 a cada 10 dos seus poemas levam o nome de estudo!

    E como disse o Rodrigo, saudade...

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