sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Poema moderno/eterno.

É eterno ser moderno
essa é a perpétua prisão
algemado pela linha do tempo
entre as grades da contradição
e o cárcere do argumento

Sou o sujeito.
Póstumo a Deus e a Galileu
com o livre-arbítrio em meu tormento
nego meus dogmas de ateu

Busco um corpo vitruviano
que gire em torno do meu peito
por isso me proclamo um coracêntrico
nas batidas do meu ritmo humano

Sou o sujeito.
Sou Dante, Raskólnikov, Quixote
Sou o Príncipe da Dinamarca
e o eurocêntrico inferno
catequizado pelo monarca



Agora entendo!
O quão moderno é pretender ao eterno...

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