segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Matéria Prima

Há algo que não entende
a maquineta veneta de vento
-É impossível medir o lamento,
a correnteza de amor, o tormento
quando deveras teu peito os sente

Foste em mim a enxurrada
tornaste meu sangue demente
hoje sou o navegante perdido
na maré de um pranto carente

Sou um crente excomungado
teu modo de amor provou-se ateu.
Para iluminar a saborosa escuridão
usaste do fogo de Prometeu

Dai-me Senhor o amor de cada dia!
e o pão virá em conseqüência...
o coração é minha matéria-prima
Faço poemas e não consciência

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