domingo, 25 de novembro de 2012

Poesia Culpada

Sinto culpa por roubar
sou culpado por trair
me culpo por matar
e até por iludir.
Torno a pagar me ferindo
criando chagas
vestindo espinhos
Mas não vou seguir permitindo
sentir culpa pelo que tenho sentido

Da masmorra dos meus pecados
enxergo as tochas dos meus fantasmas
carregam consigo um fruto cortado.
                                                                                    É meu coração fincado em espadas

Mas eu não me entrego!
continuo em cativeiro
o amor tornou me cego
e repleto de furos nos seios

Amei, e de fato amei
mas feito poeira o amor se danou
restaram poemas borrados
versos de pé quebrado
e rimas que o vento levou

Até que ponto
devo culpar-me
e responsabilizar-me
por quem eu cativo?
se o amor se foi
com ele vou eu
e mesmo que eu jure
perante a Deus!
só juro enquanto ele é vivo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário