sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Água na boca

Rasgo meus lábios
carentes de água
desejo cumprir o desejo
de tornar do meu beijo
a mais imensa das cataratas

Naveguei na ilusão
enfrentando a tempestade
hoje sou um sertão de saudades
seco no meu coração
e vermelho de tanta vontade

Adeus enxurro das águas!
se despeça de minha boca virgem.
Tornei-me um homem deserto
com um coração de concreto
flanando na mais densa vertigem

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