quarta-feira, 5 de junho de 2013

Entender

Na lupa tua, felina,
espelho de tu'alma
me marca a mirada
que te mostra menina

No comum de teu semblante
quase sempre cizudo
se ninam tuas sobrancelhas
dormem teus olhos fundos

De repente te bate no olhar
a criança que um dia tu foste
ela vive na escuridão
que a luz da tua áurea me trouxe

É por ela que tenho carinho
pela pureza que inda te resta
mas como dizer que te quero?
Se algo em ti não me presta

Não entendo tua dureza
teus demônios, teu dizer,
mas lembro, numa flechada de sono,
que entender é quase o abandono
de um amor que se tem para viver

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