sexta-feira, 14 de junho de 2013

Medíocre

O mártir não deixa ultrapassar-se
pela vontade de um outro
mártir morre por seu desejo
pelo que julga ser um lampejo
da vontade de Deus sobre seu corpo

Não sou desses fortes
não cubro a carne de heroísmo
nem ideal tenho a defender
não sou santo, não sou menino,
nem ouso o mundo buscar entender

O maldito também não se ultrapassa
pela supracitada vontade do outro.
Esse não morre de qualquer jeito
é vaso ruim, é o velho defeito,
dos desejos do chamado demônio

Não sou desses fortes
não encho minha mente de vandalismo
nem maldade sou de defender
não sou perverso, não sou promíscuo
me preocupo com depois de morrer

Sou desses mornos...
Dos que não pecam nem despécam
na fronte não me nasceram cornos
nem no alto a dourada auréola
sou dos que purgam, que penam
e que ficam para sempre na terra

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