terça-feira, 9 de julho de 2013

Poente

Estou doente.

O corpo já não resiste
aos anseios da mocidade
e meu eu que não desiste
das instantâneas felicidades
é invadido pela patologia
das grandiosas enfermidades

Já fui decente.

Mas isso já não existe...
foi uma mera falsidade
hoje só vivo o limite
da minha terrena identidade
contrária das liturgias
e cheia de imaturidade

Sou um carente.

Com os olhos cor de triste
tomados pela sensibilidade
que hoje sei que consiste
na falta de jovialidade,
na falta de ideologia
e na ausência de boa vontade

Sou um grande expoente

da doença que subsiste
nessa imensa sociedade
carrego essa arma em riste
pronta para fazer maldades
com toda essa gente sadia
e escassa de maturidade

Quero o poente

Da luz acesa por ti
só na lua existe a verdade
que acaba com os cacoetes
presentes na claridade.

O que quero é  findar as heresias
e finalmente fazer a passagem...

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