sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Os dedos que penso

                                                                              Para agradecer Solange por me trazer o chá de Tílea

O roçar tendencioso
das pernas de aranha do teu queixo
perdidos na lixa dura da minha bochecha
faz com que meus olhos percam o caminho
e sobrevoem o quarto até o lustre amarelo

É nesses dedos que penso
perdidos em suor e gozo
sobre os músculos duros
das minhas ancas melindrosas
retalhando meus pelos
enroscados nos teus fluídos
de paixão e merda

Sou eternamente teu por essa noite
enquanto for inteiramente meu
teu corpo profano de Coiote.

Assim terei para sempre
tua marca em meus culotes
teu sangue em meu ventre
e tua vista de holofote.