domingo, 9 de fevereiro de 2014

Felicidade

Quantos dias desperdiçados
sem mostrar os dentes
em um farfalhar róseo de alegria?
Quantas noites sem esboçar um sorriso?
Há quanto tempo tornou-se uma utopia
meu gargalhar desvairado de menina?

Me cresceu barba.
e com ela o véu da noite cobrindo minha infância.
O bigode não me deixa sorrir...
Mas deixa que eu desconfie dos olhos dos homens bravos
e que eles desconfiem de mim...
Para jogarmos o jogo da maturidade.

Vou com seis pedras na mão
pois nunca fui bom de mira
e preciso com unhas me defender
de quem me atirar a primeira rocha
pois atrás dela vem quatro tochas
para queimar sem meu querer

Mas sei que por trás das barbas
e dos chapéus que sombreiam as caras
se esboça um sorriso de menina calada
que com força seca a mágoa
e faz com que minha impureza
torne-se nada mais do que nada.

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